• Entrevista com E.L. James, autora do livro mais vendido do mundo Cinquenta tons de cinza !

    por  • 28 de agosto de 2012 • Cinquenta tons de cinza • 1 Comentário

    Entrevista com E.L. James, autora do livro mais vendido do mundo Cinquenta tons de cinza !

    Existe muita ficção picante feita para mulheres. Por que sua trilogia, especificamente, se tornou um fenômeno?

    A maior parte dessa ficção é produzida não sob impulso criativo, mas como um plano de marketing: vamos atender às demandas desse segmento demográfico com um produto talhado para ele. Mas nem que eu quisesse eu seria capaz de conceber um livro como estratégia de marketing. Sou uma diletante que começou a escrever sobre dois personagens que lhe vieram à cabeça e que foi sendo levada pela história deles.

    Minha trilogia Cinquenta tons de cinza pode ter defeitos, mas a falta de autenticidade não é um deles. O meu interesse por Christian e Ana é genuíno e, nos termos do mercado editorial, inocente.

    Cinquenta Tons de cinza

    O que a levou a trocar sua carreira como gerente de produção em TV pela escrita?

    Uma coincidência. Eu estava muito infeliz no último emprego — e, no mesmo momento, vi por acaso o primeiro filme da série Crepúsculo. Adorei. Pedi então ao meu marido que me desse o livro como presente de Natal. Ele me deu a série toda, e eu a li inteirinha, de cabo a rabo, em cinco dias. Antes do Ano-Novo já tinha terminado — e só não a recomecei do início imediatamente porque me sentei ao computador e comecei a escrever. Foi como se alguém tivesse acionado um interruptor em mim.

    No princípio, escrevia para me consolar da insatisfação no trabalho. Mas a coisa foi ganhando vulto. Escrevi um romance entre janeiro e abril, e mais outro nos meses seguintes. Nenhum dos dois, aliás, viu a luz do dia até hoje: eu teria de mexer muito neles até deixá-los em condições mínimas de publicação.

     

    O que a seduziu em Crepúsculo?

    O fato de ser um romance tão assumido e tão desavergonhado no seu romantismo — feito sem ironia, sem tentar parecer mais do que é. E achei-o também muito erótico, embora seja tão casto.

     

    Como essa brincadeira levou a Cinquenta tons de cinza ?

    Descobri a fan fiction — sites em que fãs de determinado livro escrevem seus próprios contos ou livros tendo o original como inspiração. Achei que poderia ser um exercício divertido, e das minhas incursões nele me veio a ideia do que viria a ser Cinquenta tons de cinza.

    Mas era estritamente um passatempo. Nunca, nem nos meus devaneios mais delirantes, imaginei que a trilogia se tornaria o que se tornou. Mesmo quando o livro começou a fazer sucesso na internet, meu sonho se limitava a ver o livro exposto na vitrine de uma livraria — um único exemplar que fosse. E esse parecia então um sonho distante: Cinquenta tons de cinza  foi publicado originalmente por uma pequena editora australiana, em forma de e-book ou de edição impressa sob encomenda, que saía caríssimo para o freguês.

     

    Os dois primeiros romances que a senhora escreveu, aqueles que nunca viram a luz do dia, têm algo em comum com Cinquenta tons de cinza ?

    O primeiro também é um romance erótico, e o segundo tem elementos sobrenaturais. Embora sejam enredos completamente diferentes do de Cinquenta tons de cinza, são ambos histórias de amor adultas. Isso é o que me interessa, histórias de amor — e o fato é que, quando as pessoas se apaixonam e começam uma relação, elas fazem sexo. Muito sexo, se não me falha a memória.

     

    A senhora nasceu e morou a vida toda na Inglaterra. Por que então Cinquenta tons de cinza se passa nos Estados Unidos, com personagens americanos?

    Porque ele nasceu de um exercício de fan fiction de Crepúsculo, e eu não queria mudar o cenário geral nem a idade aproximada dos personagens. É claro que escrever em “americano” não foi fácil: faltam-me as referências culturais, o conhecimento das expressões idiomáticas do dia a dia — coisas que só conheço de filmes e seriados. É bem possível que eu tenha cometido escorregões, mas até agora nenhum leitor americano reclamou.

    (Entrevista concedida a Isabela Boscov e publicada na edição de VEJAque está nas bancas)

    Entrevista com E.L. James, autora do livro mais vendido do mundo Cinquenta tons de Cinza !

    Uma resposta para Entrevista com E.L. James, autora do livro mais vendido do mundo Cinquenta tons de cinza !

    1. 1 de outubro de 2012 at 08:58

      Stephenie Meyer, para ser preciso. James começou sua carreira fan fiction escrita sobre Bella e Edward Cullen de Crepúsculo, sob o pseudônimo Snowqueen Icedragon. Ele deixou cair o vampiro sugador de sangue e acrescentou sexo coisas.Cinqüenta Shades of Grey tem suas origens na linha de James serializado história “Mestre do Universo”. Como Crepúsculo, 50 trilogia tons está no noroeste do Pacífico e estocá-lo obsessivo “Isso é amor ou eu preciso de uma ordem de restrição?”atmosfera.

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